Duplas do Brasil largam com três vitórias no torneio feminino em Gstaad

Publicado em: 10/07/2019 16:25
Duda utiliza punhado de areia para observar a direção do vento em Gstaad (Créditos: Divulgação/FIVB)

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) – 10.07.2019

As duplas brasileiras no naipe feminino começaram o Major Series de Gstaad (Suíça) com três vitórias em cinco jogos nesta quarta-feira (10.07). Ágatha/Duda (PR/SE), Ana Patrícia/Rebecca (MG/CE) e Carol Solberg/Maria Elisa (RJ) largaram com resultado na primeira etapa cinco estrelas do Circuito Mundial de vôlei de praia 2019. Fernanda Berti/Bárbara Seixas (RJ) e Talita/Taiana (AL/CE) foram superadas, mas seguem com chances de avançar.

O torneio feminino em Gstaad começou com a disputa de um jogo por dupla pela fase de grupos. Quem ganhou na estreia, disputa nesta quinta-feira (11.07) a primeira posição do grupo para ir direto às oitavas de final. Já os times que perderam precisam vencer para avançar à repescagem e seguir na disputa da fase eliminatória.

A competição segue até domingo (14.07) e conta pontos para a corrida olímpica brasileira, que define os representantes do país em Tóquio-2020. Brasileiras mais bem colocadas no ranking de entradas (5°), Ana Patrícia e Rebecca venceram na estreia as alemãs Laura Ludwig e Kozuch de virada, por 2 sets a 1 (17/21, 21/12 e 15/7), em 41 minutos. A disputa do primeiro lugar do grupo E será contra as também alemãs Ittlinger/Laboureur, às 9h (de Brasília).

Ágatha e Duda, cabeça de chave seis, começaram o dia superando as austríacas Plesiutschnig e Schutzenhofer por 2 sets a 0 (22/20, 21/9), em 34 minutos. Elas decidem a primeira posição do grupo F contra as norte-americanas Larsen e Stockman, às 7h (de Brasília). Os dois times já se enfrentaram sete vezes, com cinco vitórias das brasileiras.

Carol Solberg e Maria Elisa, que vieram do classificatório, venceram as eslovacas Dubovcova/Strbova na estreia do grupo B, com parciais de 21/19, 21/19, em 39 minutos. O duelo contra as canadenses Sarah Pavan e Melissa Humana-Paredes, campeãs do mundo no final de semana passado, define a primeira posição da chave. A partida ocorre às 13h (de Brasília), e os times se enfrentaram quatro vezes, com três vitórias de Carol/Maria.

Fernanda Berti e Bárbara Seixas iniciaram o torneio suíço sendo superadas pelas letãs Graudina e Kravcenoka por 2 sets a 0 (21/19, 21/19), em 37 minutos. Elas entram em quadra novamente nesta quinta pelo grupo G e precisam vencer as chinesas Chen Xue e Xinxin Wang para irem à repescagem. A partida ocorre às 6h (de Brasília). Os times jogaram uma vez até hoje, nesta temporada, com vitória das brasileiras por 2 sets a 0.

Talita e Taiana também tiveram revés no primeiro jogo da fase de grupos em Gstaad. Elas foram superadas pelas canadenses Bansley e Wilkerson por 2 sets a 1 (21/14, 18/21, 15/7), em 47 minutos. Para terminarem em terceiro no grupo H, as brasileiras precisam superar as finlandesas Lahti e Parkkinen nesta quinta, às 8h (de Brasília).

A competição em Gstaad rende cerca de R$ 150 mil para os campeões dos naipes masculino e feminino. Ao todo, o torneio distribui cerca de R$ 2,3 milhões em premiação aos atletas, além de oferecer pontuação alta para o ranking internacional – 1.200 para os times vencedores.

Para a corrida olímpica brasileira, disputa interna entre duplas nacionais que tentam representar o Brasil nos Jogos de Tóquio, o título em Gstaad rende 900 pontos, reduzindo 90 pontos para cada posição abaixo (veja quadro em anexo).

Na corrida olímpica do Brasil, apenas os eventos de quatro e cinco estrelas do Circuito Mundial, além do Campeonato Mundial, são contabilizados, cada um com peso correspondente. Além disso, os times terão uma média dos 10 melhores resultados obtidos, podendo descartar as piores participações. Só valem os pontos obtidos juntos, como dupla.

 A corrida olímpica interna das duplas brasileiras acontece em paralelo à disputa da vaga do país, que segue as regras da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Cada nação pode ser representada por, no máximo, duas duplas em cada naipe.

Os países possuem quatro maneiras de garantir a vaga: vencendo o Campeonato Mundial 2019; sendo finalistas do Classificatório Olímpico, que será disputado na China, também em 2019; estando entre as 15 melhores duplas do ranking olímpico internacional; vencendo uma das edições da Continental Cup (América do Norte, América do Sul, África, Ásia e Europa). O Japão, sede, tem uma dupla em cada naipe já garantida.

Gstaad é um dos torneios mais tradicionais do Circuito Mundial de vôlei de praia, presente desde 2000, sem ficar nem sequer um ano de fora do calendário. Além disso, também é uma das paradas favoritas dos atletas, em meio ao verão europeu e com a arena cercada pelas montanhas. O Brasil foi campeão oito vezes no naipe masculino e nove no naipe feminino.

O Banco do Brasil é o patrocinador oficial do voleibol brasileiro


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